18 de maio de 2026
Construir o LeadHunter: da ideia ao primeiro pagamento Stripe
"O teu próximo cliente ainda não sabe que precisa de ti." Essa frase resume toda a ideia por trás do LeadHunter, uma ferramenta que construí para freelancers e agências nos Açores que passam horas à procura manual de negócios que precisam de site, presença em redes sociais ou SEO básico.
O problema
Prospeção é lenta e repetitiva: percorrer o Google Maps, abrir cada negócio um a um, ver se tem site, ver se é bom, apontar. Multiplica isso por algumas centenas de negócios espalhados por nove ilhas e gasta-se uma tarde inteira por um punhado de leads.
A abordagem
O LeadHunter automatiza esse ciclo. Um mapa interativo cobre as nove ilhas, filtrável por categoria de negócio. Cada negócio recebe um score de oportunidade de 0 a 100 com base nas suas lacunas digitais — sem site, sem analytics, presença fraca ou inexistente nas redes sociais. Em vez de uma lista plana, tens uma vista visual e ordenada de onde estão as oportunidades reais.
Depois de escolher os alvos, compras um lote (€5 por 5, €12 por 20) e recebes um relatório PDF instantâneo com os contactos e as lacunas identificadas — sem subscrição, pagas só pelo que usas.
Construir
O fluxo de pagamento corre em Stripe, propositadamente simples: checkout único, sem lógica de faturação recorrente para manter. Os relatórios são gerados e entregues logo após a compra, sem esperas e sem nada manual da minha parte. Os dados do mapa combinam OpenStreetMap e Google Maps para manter os negócios listados com precisão em todas as ilhas.
O que aprendi
Construir um produto em vez de um site para cliente obriga a decisões diferentes — preço, onboarding e confiança têm de funcionar sem eu estar a explicar nada pessoalmente. Manter a primeira versão estreita (uma região, um modelo de scoring claro, um fluxo de pagamento simples) tornou possível lançar de facto em vez de polir para sempre.